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29/10/08

Construção reapresentará propostas ao governo federal

Diante da grave crise financeira internacional, a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) reapresentará ao governo federal, na forma de um novo documento, princípios defendidos pela entidade, sugestões de ações a serem adotadas para disponibilizar liquidez ao setor da construção, manutenção das atuais condições do Sistema Financeiro da Habitação e medidas que viabilizem a continuidade das obras do PAC e dos contratos de obras públicas.



O documento foi redigido no 80º Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção), encerrado em 24 de outubro, no Maranhão, com a participação do presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, que liderou a delegação do sindicato presente ao evento.



No discurso de abertura do evento promovido pela CBIC, o presidente da entidade, Paulo Safady Simão, considerou “frustrante” a Medida Provisória 443 que deu autorização à Caixa para adquirir participações em construtoras, e deixou claro que as empresas do setor “não precisam de salvação” e sim de maior oportunidade do crédito. Segundo ele, os reflexos da crise internacional são diferentes no Brasil, o que deveria suscitar medidas também diferenciadas e a atuação do governo pela MP só atingiria algumas poucas companhias que abriram capital.



Para ele, há medidas mais emergenciais que merecem atenção do governo, como a diminuição da burocracia e das interferências dos órgãos ambientais; a contenção dos aumentos dos insumos; e a criação de uma agenda positiva para estabelecer estratégias de ação para os próximos meses.



Simão lembrou que no início de outubro representantes do segmento pediram à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, a criação de novas linhas de financiamento da Caixa e do BNDES. “Medidas inteligentes e preventivas permitirão manter íntegra a imagem do setor. O que sugere a MP 443 é uma medida equivocada que pouco ou nada ajudará o mercado”, disse.



“O nosso ritmo de crescimento não será o mesmo nos próximos dois anos. Estamos fazendo o dever de casa, mas a hora é de enfrentar o ônus mais do que saborear o bônus”, afirmou Paulo Simão. Ele assegurou, entretanto, que há recursos para o setor continuar crescendo “se não desviarem as verbas do FGTS para outro local e se o governo disponibilizar esses recursos para o setor em 2009”, frisou.



A secretária nacional de Habitações do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, ressaltou no evento que “o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) é o maior símbolo da decisão de que a construção civil é fundamental para o desenvolvimento do país, apostando não só no aumento de investimentos mas também em que esses investimentos vão refletir no aumento do bem estar da população e na redução das desigualdades”.

Fonte: Construmail 1486